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Alvo de 11 inquéritos policiais na 123 DP de Macaé, o auxiliar de serviços escolares, Mauro Cardoso dos Santos Neto se apresenta nas redes sociais como "Jornalista Mauro Jordão". Porém o suposto jornalista, jamais pisou em uma universidade e usa do título para difamar personalidades públicas de Macaé e região. Tal conduta fez ele ser alvo de uma investigação da Polícia a qual a nossa redação teve acesso exclusivo. A suspeita é de que Mauro se utiliza de de fake news e calúnias na internet para obter vantagens financeiras de agentes públicos: prefeitos, vereadores e secretários que se tornaram alvos preferenciais de suas redes sociais.
Em um dos processos, o de número nº 0803956-62.2024.8.19.0028, em que caluniou uma mulher, no caso a ex-secretária de Educação e sua chefe na época, Mauro admitiu, diante do juiz que mente em suas redes sociais para difamar. A confissão pública de seu delito habitual o livrou de uma multa pesada, porém não da investigação. Agora a polícia quer saber quem financia Mauro em sua empreitada de calúnias e fakenews contra detentores de cargos públicos, uma vez que após os 11 inquéritos que sofre em Macaé, Mauro desapareceu da cidade, e pediu licença da Prefeitura de Macaé, onde é concursado com cargo de nível fundamental (antigo primário).
O MODUS OPERANDI DO CRIME
A atuação de Mauro concentra-se na produção de vídeos para o Instagram e Facebook, sem qualquer critério de apuração jornalística ou direito ao contraditório. A natureza combativa de seu conteúdo, contudo, tem esbarrado em contestações sobre a veracidade das supostas notícias. Em episódios recentes, publicações que continham mentiras geraram forte reação dos envolvidos, que recorreram à Justiça para exigir correções ou a remoção do conteúdo.
Cenário jurídico e processos em andamento
O embate entre o comunicador e as autoridades locais resultou em um histórico de ocorrências (com cerca de 11 registros em apuração) e ações judiciais específicas. Entre os casos de maior destaque, encontram-se:
Município de Macaé (Processo nº 0000631-78.2025.8.19.0028): A administração municipal e o poder executivo registraram um Termo Circunstanciado, questionando o impacto das publicações de Mauro na imagem institucional da prefeitura, uma vez que ele publicou um sem número de mentiras para atingir o governo, prejudicando, inclusive, a imagem dos serviços públicos.
Caso da Casa Falsa (Processo nº 0805807-45.2026.8.19.0068): Em um vídeo focado em investigar supostas irregularidades no patrimônio de um vereador, Mauro filmou uma uma casa luxuosa afirmando, falsamente, que se tratava da residência do político. No entanto, a residência exibida pertencia a um cidadão sem envolvimento político, gerando uma ação cível por danos após a manutenção temporária do vídeo no ar.
Ex-Secretária de Educação (Processo nº 0803956-62.2024.8.19.0028): A ex-gestora da pasta — e ex-chefe mediata do servidor — acionou a Justiça após a publicação de um vídeo que utilizava recursos de montagem (um boneco de ventríloquo) e tom de sátira para criticar sua gestão junto à comunidade escolar.
Resoluções e acordos judiciais Diante de tantas mentiras publicadas em suas redes sociais, Mauro acabou encurralado pela justiça. Para escapar de uma condenação criminal, Mauro realizou uma retratação pública formal, reconhecendo que publicou mentiras para atingir seu alvo político. No entanto, mesmo livre das sanções imediatas daquele processo, o pseudo-jornalista, não se livrou de uma investigação e ainda terá que responder sobre os mais de 10 inquéritos policiais, processo judiciais e procedimentos que responde no âmbito do Ministério Público.
Publicado por:
Fala Interior
O Fala Interior é um site de informações das regiões Norte/Serrana/Lagos
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